Reforma Tributária: TCU calcula CBS de 11,3% para 2027, acima do previsto

Alíquota do tributo que substitui PIS e Cofins ainda passa pelo Senado e, sem nova definição, vale a partir de 1º de janeiro

A Reforma Tributária ganhou um número que vai mexer com o caixa de todas as empresas do país. Nesta quarta-feira (28), o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou o cálculo da alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) para 2027: 11,3%. É o percentual do novo tributo federal que começa a substituir o PIS/Pasep e a Cofins a partir de janeiro. O número veio acima do esperado. Em 2024, o governo havia estimado 8,8%. Em julho deste ano, o Comitê Gestor do IBS projetou cerca de 9,2%, e consultorias do setor falavam em algo próximo de 9,4%. Segundo o próprio cálculo, a alta tem relação com os regimes diferenciados e as reduções de alíquota incluídos durante a tramitação da reforma. Como vários setores pagam menos, a alíquota padrão precisa subir para compensar.

A conta foi feita pelos técnicos do TCU com base em dados da Receita Federal. O objetivo é manter a arrecadação sobre o consumo durante a transição. Para isso, foram considerados o que hoje se arrecada com PIS/Pasep, Cofins e a parcela do IPI que deixará de ser cobrada, além da estimativa de R$ 41,9 bilhões do Imposto Seletivo previstos no Orçamento de 2027. O governo estima arrecadar R$ 636 bilhões com a CBS no ano que vem.

O percentual ainda pode mudar. A decisão do TCU segue agora para o Senado, que tem a palavra final e pode fixar outra alíquota por meio de resolução. Se o Senado não aprovar um novo percentual a tempo, os 11,3% calculados pelo TCU passam a valer automaticamente a partir de 1º de janeiro de 2027.

Enquanto a CBS começa a ser cobrada para valer, o IBS, o imposto de estados e municípios, segue com alíquota de 0,1% em 2027 e 2028. A partir de 2029, ele sobe de forma gradual até a cobrança integral em 2033, quando termina a transição e o novo modelo passa a funcionar por completo.

Para as empresas, a mudança vai muito além da alíquota. A CBS funciona no modelo de IVA não cumulativo, com cobrança no destino. Na prática, o imposto pago nas etapas anteriores da cadeia vira crédito, o que muda a forma de apurar, precificar e controlar os tributos. Quem não tiver cadastros corretos, notas bem emitidas e um controle preciso dos créditos corre o risco de pagar mais do que deve.

No agronegócio, o impacto é direto. Indústrias, cerealistas, fábricas de ração e revendas de insumos trabalham com margens apertadas, grande volume de notas e cadeias longas, em que cada crédito aproveitado ou perdido faz diferença no resultado. Com uma alíquota maior do que a prevista, errar na apuração ou na formação de preço passa a custar ainda mais caro.
Faltam pouco mais de dois meses para a virada. É nesse momento que a tecnologia de gestão deixa de ser suporte e passa a ser proteção para o negócio.

A GB Gestão atua há mais de 30 anos desenvolvendo soluções para a indústria e o comércio do agronegócio, e o ERP GERPA já está preparado para as exigências da Reforma Tributária. O sistema integra fiscal, estoque, financeiro e operação em um só lugar, controla os créditos da cadeia e recebe manutenção permanente, sendo atualizado a cada nova regra publicada.

Quando a alíquota for definida, os clientes da GB Gestão não vão precisar correr atrás: o sistema acompanha a mudança, e a empresa segue focada no que importa, que é produzir, vender e crescer.
A alíquota quem define é Brasília. Como a sua empresa vai lidar com ela, quem define é você.

Fontes: Agência Senado (28/10/2026) e Portal Contábeis (29/10/2026)

Primeiro levantamento da safra 2026/27 aponta mais área e mais produção; em Goiás, plantio avança enquanto custos e El Niño seguem no radar.

O Brasil se prepara para colher mais uma safra recorde. Na última quinta-feira (15), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou o primeiro levantamento da safra de grãos 2026/27 e estimou a produção em 367,1 milhões de toneladas, alta de 1,4% sobre o ciclo anterior. A área a ser semeada também cresce, podendo chegar a 85,4 milhões de hectares, 2,3% a mais que na safra passada.

A soja segue como carro-chefe, com produção estimada em 181,6 milhões de toneladas em 49,3 milhões de hectares. O milho deve somar 148 milhões de toneladas nas três safras, com área 4,9% maior, puxado principalmente pela demanda crescente das usinas de etanol de milho. A Conab também projeta exportações de quase 118 milhões de toneladas de soja em grãos.

Em Goiás, o campo já está em ritmo acelerado. Segundo a Agência Safras, o plantio de soja na área de atuação da Cooperativa Comigo, com sede em Rio Verde, chegou a 50% dos 2,4 milhões de hectares previstos na semana passada. Em Montividiu, a semeadura já alcançava 90% da área, e em Jataí, 70%.

Mas o recorde no papel não significa tranquilidade no caixa. A própria Conab cita as incertezas climáticas ligadas ao El Niño como fator de atenção para o Centro-Oeste e o Sul. E os números chegam depois de um ciclo difícil em Goiás: em agosto, análise da Faeg já apontava que a safra 2026/27 de soja deve ter o maior custo de produção da história no estado, com o custo operacional próximo de 55 sacas por hectare.

Na prática, isso significa produzir mais com margem menor. Mais área plantada exige mais insumos, mais contratos, mais armazenagem e mais logística. Mais volume colhido exige controle rigoroso de estoque, recebimento, comercialização e faturamento. Para cooperativas, cerealistas, revendas e indústrias do agro, um erro de custo ou de estoque em uma safra desse tamanho se multiplica rapidamente.

É por isso que, em anos de safra cheia, a diferença entre lucro e prejuízo costuma estar menos no tamanho da colheita e mais na qualidade da gestão. Saber exatamente quanto custou cada operação, quanto há de produto disponível e quais contratos estão em aberto permite vender no momento certo e proteger a margem.

O GERPA, ERP da GB Gestão, já integra em um único sistema compras de insumos, contratos, estoque, recebimento de grãos, vendas, faturamento e financeiro. Com as informações conectadas e em tempo real, o gestor acompanha o custo de cada operação, enxerga o estoque com precisão e toma decisões com segurança durante toda a safra, do plantio à comercialização.

Com uma ferramenta pronta para o volume e a complexidade do agronegócio, a empresa deixa de correr atrás dos números e passa a usar a informação a seu favor em um ciclo que promete ser grande, mas também desafiador.

A chuva, o clima e o preço da saca não dependem de você. A gestão da sua safra, sim.

Fontes: Conab (1º Levantamento da Safra de Grãos 2026/27, divulgado em 15/10/2026, via Agência Gov e Brasilagro); Agência Safras (14/10/2026); Faeg, via Brasilagro (19/08/2026).

Exportações de carne bovina caem 30,6% em setembro, enquanto a soja bate recorde; para o agro, saber reagir rápido virou questão de gestão

A virada de setembro para outubro trouxe um recado claro para quem vive do agronegócio: o mercado externo pode mudar de rumo em questão de dias. No dia 29 de setembro, o Brasil atingiu a cota anual de 1,10 milhão de toneladas de carne bovina que a China aceita importar com tarifa regular em 2026. A partir dali, cada embarque acima do limite passou a pagar uma tarifa adicional de 55%, além da alíquota normal, segundo levantamento da Apta, da Secretaria de Agricultura de São Paulo.

O efeito já aparece nos números. De acordo com a Nota da Balança do Agronegócio divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, as exportações de carne bovina in natura caíram 30,6% em valor em setembro, somando US$ 1,23 bilhão. O volume embarcado recuou 38%, de cerca de 314,6 mil para 195,2 mil toneladas. As vendas para a China despencaram 93,5% no mês, uma perda de quase US$ 1 bilhão só nesse produto.

O mercado se reorganizou rápido. Os Estados Unidos assumiram a liderança entre os compradores da carne bovina brasileira, com alta de mais de 500% nas compras, e União Europeia, Chile e México também ampliaram suas aquisições. Ainda assim, a mudança de destino não compensou a queda: quem dependia do mercado chinês precisou rever contratos, prazos e preços praticamente da noite para o dia.

O movimento não ficou restrito à carne. No total, o agronegócio exportou US$ 15,17 bilhões em setembro, alta de apenas 1,9% sobre o mesmo mês de 2025, e a participação do setor nas exportações brasileiras caiu de 48,8% para 44,1%. As compras chinesas de produtos do agro brasileiro recuaram 24,6% no mês. O milho teve queda de 31,1% no volume embarcado e o açúcar perdeu 28,4% em receita.

Ao mesmo tempo, outros produtos bateram recordes. A soja em grãos alcançou US$ 3,47 bilhões e 7,36 milhões de toneladas, o maior resultado da história para um mês de setembro, sustentada por um preço médio 11,6% maior. Farelo de soja, carne de frango e café verde também tiveram desempenho histórico. É o retrato de um mercado em que um produto ganha enquanto outro perde, e em que a margem de cada empresa depende de reagir na hora certa.

Para a indústria e o comércio do agronegócio, esse cenário tem um custo concreto. Uma mudança de tarifa ou de destino mexe com contratos já firmados, estoques que precisam ser realocados, fretes, câmbio, fluxo de caixa e faturamento. Sem informação organizada e em tempo real, a empresa descobre o impacto quando ele já chegou ao caixa, e a decisão vira apenas uma reação ao prejuízo.

É exatamente nesse ponto que a gestão faz diferença. O GERPA, ERP da GB Gestão, já integra em um único sistema contratos, estoque, compras, vendas, faturamento e financeiro. Com isso, o gestor enxerga na hora quais contratos estão expostos a um mercado, quanto há de produto em estoque, qual é o custo real de cada operação e como cada mudança afeta o caixa. A informação deixa de ficar espalhada em planilhas e passa a orientar decisões rápidas e seguras.

Com mais de três décadas de experiência no agronegócio, a GB Gestão entrega uma ferramenta pronta para a realidade de quem compra, armazena, industrializa e vende em um mercado que muda o tempo todo, com atualização constante e suporte próximo de quem conhece o setor.

O mercado, a tarifa e o destino da carga não estão nas suas mãos. A gestão do seu negócio, sim.

Fontes: Ministério da Agricultura e Pecuária (Nota da Balança do Agronegócio – setembro/2026); Apta/Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, via Canal Rural.

Atualizações trazem prazos a partir de 3 de novembro, novo layout do DANFE e novos campos para 2027.

As regras da nota fiscal eletrônica mudaram mais uma vez. No dia 1º de outubro, a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS publicaram cinco novas notas técnicas que alteram a emissão de NF-e e NFC-e dentro da Reforma Tributária do consumo. As mudanças trazem novos prazos, ajustes de validação e um novo layout para o DANFE, e afetam diretamente quem emite nota todos os dias.

A primeira data já está próxima. A Nota Técnica 2025.002 transferiu de 5 de outubro para 3 de novembro de 2026 a entrada em produção da validação que trata das devoluções. A partir daí, a nota de devolução precisa referenciar corretamente o documento fiscal de origem dos itens devolvidos.

Também em 3 de novembro passa a valer a Nota Técnica 2026.007. Ela permite que contribuintes exclusivos dos novos tributos, o IBS e a CBS, emitam NF-e sem inscrição estadual, desde que tenham o cadastro verificado nos registros centralizados.

Em 1º de dezembro entra em vigor a Nota Técnica 2026.010, que atualiza o layout do DANFE. O documento impresso passa a exibir as informações de IBS, CBS e Imposto Seletivo. Já para o varejo, a Nota Técnica 2026.002 adiou para 14 de dezembro três validações das operações com DANFE simplificado, dando mais tempo para a adequação dos sistemas de frente de caixa.

A mudança de maior alcance fica para o próximo ano. A Nota Técnica 2026.008 cria campos de valor unitário líquido e de preço com tributos incluídos. O objetivo é evitar a duplicidade no cálculo dos impostos a partir de 2027, quando a CBS começa a ser cobrada de fato. Esses campos passam a valer em 1º de março de 2027.

Na prática, as cinco notas mostram que a Reforma Tributária não é uma adaptação feita uma única vez. As regras seguem sendo ajustadas ao longo da transição, com prazos que se sobrepõem e detalhes técnicos que mudam de um mês para o outro. Para as empresas, isso significa que o sistema de emissão precisa acompanhar cada atualização no tempo certo.

No agronegócio, o peso é ainda maior. Indústrias, cerealistas, fábricas de ração e revendas de insumos lidam com grande volume de notas, devoluções frequentes e operações entre estados. Uma validação que o sistema não acompanha vira nota rejeitada, carga parada e cliente esperando.

É nesse cenário que a tecnologia de gestão deixa de ser suporte e passa a ser segurança para o negócio.

A GB Gestão atua há mais de 30 anos desenvolvendo soluções para a indústria e o comércio do agronegócio, e o ERP GERPA já está preparado para as exigências da Reforma Tributária. O sistema recebe manutenção permanente e é atualizado a cada nova regra publicada pela Receita, integrando fiscal, estoque, financeiro e operação em um só lugar.

Enquanto o mercado corre para acompanhar cada nova nota técnica, os clientes da GB Gestão seguem emitindo com segurança e focados no que importa: produzir, vender e crescer.

As regras da Reforma Tributária vão continuar mudando. Com a gestão certa, o seu negócio não precisa parar por isso.

Fonte: AmdJus (02/10/2026)

Levantamento mostra que o ritmo de adequação caiu pela metade no segundo trimestre, e empresas desatualizadas ficam expostas a notas rejeitadas e perda de crédito

Quase metade das empresas brasileiras ainda não se adaptou à Reforma Tributária. Um levantamento divulgado na última semana pela plataforma Qive mostra que 40,71% das empresas do Regime Normal não atingiram conformidade integral com as novas regras do IBS e da CBS no primeiro semestre de 2026. Na prática, são cerca de 137,3 mil CNPJs que deixaram de preencher os campos dos novos tributos em todas as notas fiscais emitidas.

O dado chama atenção por outro motivo: o ritmo de adequação está perdendo força. Segundo o estudo, a velocidade com que as empresas passaram a preencher corretamente os novos campos caiu 52,8% entre o primeiro e o segundo trimestre do ano. No início de 2026, a fatia de notas fiscais eletrônicas sem as informações de IBS e CBS diminuía em média 4,79 pontos percentuais por mês. De abril a junho, esse recuo desacelerou para 2,26 pontos percentuais mensais.

Em volume total, o avanço existe: 85,42% dos itens faturados em notas de mercadorias já trazem os novos campos. Mas, quando a análise olha empresa por empresa, o retrato é outro. Muitas companhias ainda emitem parte das notas no modelo antigo, seja por sistemas desatualizados, cadastros incompletos ou processos que dependem de ajustes manuais.

O problema é que a margem para erro está cada vez menor. Desde agosto, o destaque de IBS e CBS passou a ser obrigatório nas NF-e das empresas do regime regular. A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS chegaram a flexibilizar validações para evitar uma onda de notas rejeitadas, mas essa tolerância é temporária. E 2027, quando a CBS passa a ser cobrada de fato, já está logo ali.

Para o agronegócio, o impacto é ainda mais sensível. Indústrias, cerealistas, fábricas de ração e revendas de insumos lidam diariamente com grande volume de notas, múltiplos produtos, operações interestaduais e regras fiscais específicas. Uma nota rejeitada significa carga parada, venda travada e cliente esperando. E cadastro errado hoje vira crédito tributário perdido amanhã.

É nesse cenário que a tecnologia de gestão deixa de ser suporte e passa a ser proteção para o negócio.

A GB Gestão atua há mais de 30 anos desenvolvendo soluções para a indústria e o comércio do agronegócio, e o ERP GERPA já está atualizado para as exigências da Reforma Tributária. O sistema emite notas fiscais com os campos de IBS e CBS preenchidos corretamente, integra fiscal, estoque, financeiro e operação em um só lugar e recebe manutenção permanente, acompanhando cada nova regra publicada pela Receita.

Enquanto quase metade do mercado ainda corre atrás da adequação, os clientes da GB Gestão emitem suas notas com segurança e seguem focados no que importa: produzir, vender e crescer.

O prazo da Reforma Tributária você não controla. A forma como sua empresa se prepara para ele, sim.

Fonte: Qive, via Mix Vale (24/09/2026)

A escalada dos ataques entre Rússia e Ucrânia nas últimas semanas saiu do noticiário internacional e chegou diretamente ao bolso do agronegócio brasileiro. Desde meados de julho, bombardeios quase diários a portos, terminais de grãos e embarcações no Mar Negro vêm interrompendo o fluxo de exportação de dois dos maiores fornecedores mundiais de trigo e milho, e o mercado já está reagindo.

Do lado ucraniano, ataques russos ao porto de Odessa, principal rota de escoamento agrícola do país, forçaram uma revisão drástica nas projeções. O Ministério da Agricultura da Ucrânia reduziu sua estimativa de exportação de grãos para a safra 2026/27 em até 12%, passando de 43 milhões para algo entre 38 e 40 milhões de toneladas.

Do lado russo, a Ucrânia atingiu estruturas no porto de Novorossiysk, uma das principais saídas de trigo do mundo. A Rússia também revisou para baixo suas exportações, estimadas agora em 44,5 milhões de toneladas.

O impacto nos preços foi imediato. O trigo acumulou valorização próxima de 10% em Chicago desde o início da escalada, saltando de US$ 6,45 para US$ 7,09 por bushel. Somente após o ataque de 12 de agosto ao terminal de Novorossiysk, o cereal subiu cerca de 3% em um único pregão. O milho acompanhou o movimento de alta.

Para o Brasil, o efeito é direto e ocorre em cadeia. O país depende fortemente da importação de trigo, já que a produção nacional não cobre o consumo interno, e qualquer alta no preço internacional encarece pães, massas, rações e toda a indústria de alimentos.

Além disso, a instabilidade no fornecimento global de fertilizantes, já agravada pelo conflito desde 2022, continua pressionando os custos de produção de soja, milho e outras culturas. O frete marítimo internacional também sofre impacto, com seguros mais caros e rotas mais longas.

O cenário se torna ainda mais crítico quando se soma ao contexto doméstico. O agronegócio brasileiro já enfrenta PIB em queda de 2%, inadimplência recorde no crédito rural, margens apertadas e a confirmação do El Niño com mais de 95% de probabilidade para o segundo semestre.

A safra de verão 2026/27 começa em semanas, e o produtor precisa tomar decisões de compra de insumos em um ambiente de volatilidade extrema. Nesse cenário, o preço de um fertilizante ou de uma tonelada de trigo pode mudar de um dia para o outro por causa de um míssil lançado a milhares de quilômetros daqui.

Para a indústria e o comércio do agronegócio, a lição é clara: quando o cenário externo foge do controle, a única defesa do empresário é ter controle total sobre o que acontece dentro da própria operação.

Monitorar custos em tempo real, acompanhar o fluxo de caixa com precisão, comparar preços de insumos, antecipar impactos financeiros e ter visibilidade completa sobre cada contrato e cada operação é o que separa quem apenas reage à crise de quem consegue se antecipar a ela.

É exatamente essa visibilidade que a GB Gestão Soluções Tecnológicas entrega. Desde os anos 1990, a empresa desenvolve sistemas integrados de gestão voltados para a indústria e o comércio do agronegócio, conectando o financeiro, o operacional e o fiscal em uma única plataforma.

Com tecnologia de ponta e manutenção permanente, o sistema da GB Gestão oferece ao empresário do setor o controle necessário para tomar decisões rápidas e seguras, mesmo quando o mundo lá fora está em guerra.

A guerra no Mar Negro não dá para controlar. O que acontece dentro do seu negócio, sim.

O segundo semestre de 2026 começa com um alerta climático que o agronegócio não pode ignorar. Os principais órgãos de meteorologia do país, INPE, INMET, Funceme e CENSIPAM, emitiram nota técnica conjunta confirmando que a probabilidade de ocorrência do El Niño no segundo semestre de 2026 ultrapassa 95%. O fenômeno deve se estender até o início de 2027 e seus efeitos já começam a ser sentidos.

Para Goiás, o cenário é especialmente preocupante. Segundo análise do CEMPA-Cerrado, da Universidade Federal de Goiás (UFG), o estado deve enfrentar atraso no início do período chuvoso, aumento na frequência de veranicos de 7 a 15 dias sem chuva e alta probabilidade de ondas de calor entre agosto e dezembro. O Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) reforça que o pico do fenômeno deve ser sentido entre setembro e novembro, exatamente o período crítico para o plantio da soja no estado.

O efeito em cadeia é o que mais preocupa. Se o déficit de umidade atrasar o plantio da soja no Centro-Oeste, a colheita também atrasa, e a janela de semeadura do milho safrinha é empurrada para o primeiro trimestre do ano seguinte, período de maior risco climático. Além disso, temperaturas elevadas aumentam a evapotranspiração das lavouras, elevando a demanda hídrica das plantas e os custos de produção. Em situações extremas, períodos prolongados de estiagem podem comprometer produtividade e qualidade dos grãos.

O cenário se agrava quando se olha para os números da economia do setor. O PIB do agronegócio já recuou 2,01% no primeiro trimestre de 2026, segundo o Cepea/CNA, com todos os segmentos da cadeia em queda. As margens estão apertadas, os preços das commodities seguem pressionados e a inadimplência no crédito rural bateu recorde de 7,6%. Somar risco climático a esse cenário financeiro torna a safra 2026/27 uma das mais desafiadoras dos últimos anos.

Diante de tanta incerteza, a gestão se torna a principal ferramenta de defesa do empresário. Monitorar custos por hectare em tempo real, acompanhar fluxo de caixa com precisão, controlar contratos de insumos, antecipar cenários financeiros e ter visibilidade completa sobre cada operação deixou de ser diferencial e passou a ser condição de sobrevivência. Quando o clima sai do controle, o que o empresário pode controlar é a gestão.

É exatamente essa segurança que a GB Gestão Soluções Tecnológicas entrega. Desde os anos 1990, a empresa desenvolve sistemas integrados de gestão voltados para a indústria e o comércio do agronegócio, conectando o financeiro, o operacional e o fiscal em uma única plataforma. Com tecnologia de ponta e manutenção permanente, o sistema da GB Gestão oferece ao empresário do setor o controle necessário para tomar decisões rápidas e seguras, especialmente em momentos de instabilidade como o que a safra 2026/27 promete ser.

O El Niño não dá para controlar. A gestão do negócio, sim.

O que há meses era previsão agora é fato. Em menos de uma semana, duas das maiores mudanças regulatórias e fiscais dos últimos anos entraram em vigor simultaneamente no Brasil, e ambas atingem diretamente os sistemas de gestão das empresas.

No dia 31 de julho, a Receita Federal emitiu o primeiro CNPJ alfanumérico da história do país. O novo formato, que combina letras e números nas 14 posições do cadastro, já está em produção desde o dia 27 de julho e passa a ser atribuído a novas inscrições de empresas e filiais. Na prática, qualquer empresa que se relacione comercialmente com um novo CNPJ precisa que seu sistema aceite letras no campo de identificação. Se o ERP, o emissor de notas ou o cadastro de clientes rejeitar o formato, a operação trava: sem cadastro, sem nota, sem venda.

Três dias depois, em 3 de agosto, entrou em vigor a obrigatoriedade do preenchimento dos campos de IBS e CBS em todos os documentos fiscais eletrônicos. A partir de hoje, notas fiscais emitidas sem essas informações são automaticamente rejeitadas pelo sistema autorizador da Sefaz. Não se trata de um alerta ou de uma recomendação, mas de um bloqueio técnico. A empresa que não adaptou seu sistema simplesmente não consegue mais emitir nota fiscal.

O período de tolerância acabou. O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025 previa que as penalidades só seriam aplicadas a partir do primeiro dia do quarto mês após a publicação dos regulamentos do IBS e da CBS, que ocorreu em 30 de abril. Esse prazo venceu agora. Além da rejeição automática da nota, empresas que realizarem operações sem documento fiscal válido estarão sujeitas a multas que podem chegar a 6% do valor da operação no caso da CBS e 12% no caso do IBS, com possibilidade de cobrança retroativa de até cinco anos.

Para a indústria e o comércio do agronegócio, onde o volume diário de emissão de notas é alto e as operações envolvem múltiplos fornecedores, transportadoras e filiais, o impacto é imediato. Uma nota rejeitada paralisa a saída de mercadoria. Um CNPJ não reconhecido pelo sistema impede o cadastro de um novo parceiro. São dois problemas diferentes, mas com a mesma origem: um sistema de gestão desatualizado.

O cenário confirma o que especialistas vinham alertando nos últimos meses: 2026 não é apenas um ano de transição, mas o ano em que a conformidade fiscal e tecnológica deixou de ser opcional e se tornou uma condição para operar. Empresas que trataram essas mudanças como um problema futuro agora enfrentam um risco real de interrupção em suas operações.

Enquanto parte do mercado corre para se adequar, os clientes da GB Gestão Soluções Tecnológicas operam com tranquilidade. Desde os anos 1990, a empresa acompanha continuamente todas as mudanças fiscais, regulatórias e tecnológicas que impactam a indústria e o comércio do agronegócio. O sistema da GB Gestão já está totalmente preparado para as duas exigências: aceita o formato de CNPJ alfanumérico e emite documentos fiscais com os campos de CBS e IBS corretamente preenchidos, sem rejeições, multas ou interrupções na operação.

As mudanças sobre as quais alertamos chegaram. A diferença entre quem se preparou e quem não se preparou começa a aparecer hoje.

O governo federal lançou na última terça-feira (30) o Plano Safra 2026/27 com R$ 525,1 bilhões destinados à agricultura empresarial, um aumento de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior. Somados os recursos da agricultura familiar, o pacote total alcança R$ 610,3 bilhões. O valor é recorde em termos nominais, mas ficou significativamente abaixo dos R$ 652 bilhões solicitados pelos Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, e também aquém dos R$ 623 bilhões defendidos pela CNA.

Por trás do volume recorde, porém, há um cenário que preocupa o setor. Segundo dados do Banco Central, a inadimplência das operações de crédito rural para pessoas físicas saltou de 1,49% em maio de 2024 para 7,6% em maio de 2026. Nas operações com taxas de mercado, o índice chegou a 13,29%. No Banco do Brasil, maior financiador do agronegócio, a inadimplência acima de 90 dias avançou para 6,22%, e nas operações de custeio agropecuário já supera 10%.

Os números refletem uma crise de gestão financeira no campo. O agronegócio registrou 1.990 pedidos de recuperação judicial em 2025, o maior número da série histórica da Serasa Experian. E o próprio Banco do Brasil reduziu seu apetite: anunciou R$ 210 bilhões para a safra 2026/27, valor inferior aos R$ 230 bilhões divulgados no ciclo anterior. O crédito está mais escasso, mais caro e mais seletivo.

A nota técnica da FGV Agro, divulgada na véspera do anúncio, trouxe um alerta contundente: embora os recursos anunciados nos últimos três Planos Safra tenham crescido 24% em termos reais, o valor efetivamente contratado pelos produtores caiu 31,7% no mesmo período. Ou seja, o dinheiro existe no papel, mas não está chegando ao campo com a mesma força. Para os pesquisadores, essa redução compromete investimentos em máquinas, irrigação, armazenagem e tecnologia, criando um ciclo negativo: menos investimento reduz a produtividade, piora o fluxo de caixa e aumenta o risco de inadimplência.

Outro ponto de atenção é a mudança na distribuição dos recursos. O custeio e a comercialização, modalidades que financiam as despesas do dia a dia da produção, tiveram redução de 11,37%, caindo de R$ 414,7 bilhões para R$ 384,9 bilhões. Já os recursos para investimento subiram 38%, alcançando R$ 140,2 bilhões. Na prática, há menos dinheiro para o capital de giro e mais para modernização, o que exige do empresário uma gestão financeira ainda mais precisa para não comprometer a operação.

Para a indústria e o comércio do agronegócio, o recado deste Plano Safra é claro: volume de crédito sem controle financeiro gera endividamento, não crescimento. Com juros ainda elevados, margens apertadas e fiscalização cada vez mais digital, cada operação de crédito precisa ser planejada, monitorada e acompanhada em tempo real. Quem não tiver um sistema de gestão capaz de integrar o financeiro, o operacional e o fiscal em uma única visão estará voando às cegas em um dos momentos mais críticos do setor.

É exatamente essa visão integrada que a GB Gestão Soluções Tecnológicas entrega. Desde os anos 1990, a empresa desenvolve sistemas de gestão voltados para a indústria e o comércio do agronegócio, conectando controle financeiro, acompanhamento de contratos, gestão de custos e conformidade fiscal em uma única plataforma. O sistema da GB Gestão já está totalmente preparado para dar ao empresário do setor a visibilidade e o controle que ele precisa para aproveitar o crédito do Plano Safra com segurança, sem risco de perder o controle da operação.

Em uma safra onde a inadimplência bate recorde e o crédito fica mais seletivo, o sistema de gestão por trás do negócio não é mais um suporte, é o que separa quem cresce de quem fica para trás.

O empresário brasileiro está diante de uma pressão sem precedentes sobre seus sistemas de gestão. Em menos de duas semanas, no dia 6 de julho, entra em produção o CNPJ alfanumérico — o novo formato de cadastro que mistura letras e números na identificação das empresas. Logo em seguida, no dia 1º de agosto, vencem os prazos de tolerância da Reforma Tributária, e as penalidades por não destacar corretamente os campos de IBS e CBS nos documentos fiscais eletrônicos passam a valer. Dois prazos críticos no mesmo intervalo de 30 dias — e ambos dependem diretamente da capacidade do ERP da empresa.

A primeira mudança é estrutural. A Receita Federal, por meio da Instrução Normativa RFB nº 2.229/2024, determinou que a partir de julho de 2026 todos os novos registros de CNPJ serão emitidos no formato alfanumérico, combinando letras maiúsculas de A a Z com algarismos de 0 a 9. O formato mantém as 14 posições, porém muda a composição interna e o algoritmo de validação do dígito verificador, que passará a utilizar conversão baseada na tabela ASCII. A medida foi motivada pelo esgotamento das combinações numéricas disponíveis — o Brasil já ultrapassa 60 milhões de estabelecimentos inscritos.

Na prática, o impacto recai diretamente sobre os sistemas. Todo ERP, emissor de nota fiscal, CRM, plataforma de vendas e banco de dados que hoje aceita apenas números no campo do CNPJ precisará ser atualizado para reconhecer o novo formato. Se o sistema rejeitar um CNPJ alfanumérico no momento de cadastrar um novo fornecedor, emitir uma nota fiscal ou registrar uma venda, a operação simplesmente trava. Para a indústria e o comércio do agronegócio, onde o volume de cadastros e transações é alto, o risco de interrupção é real e imediato.

A segunda mudança é fiscal — e vem com penalidade. Com a publicação do Decreto nº 12.955/2026 e da Resolução CGIBS nº 6/2026 em 30 de abril, o período de tolerância para o preenchimento dos campos de CBS e IBS nos documentos fiscais eletrônicos se encerra em 1º de agosto. A partir dessa data, toda NF-e, NFC-e, CT-e, NFS-e e demais documentos fiscais precisam conter obrigatoriamente as alíquotas de 0,9% de CBS e 0,1% de IBS. A ausência ou o preenchimento incorreto resultará em rejeição do XML pela Sefaz e multas por descumprimento de obrigação acessória.

O que torna o cenário ainda mais crítico é a coincidência dos prazos. O empresário terá que garantir, ao mesmo tempo, que seu sistema aceita o novo formato de CNPJ e que seus documentos fiscais estão emitindo corretamente os campos de IBS e CBS. São duas adaptações técnicas distintas, ambas obrigatórias e ambas com consequências graves em caso de descumprimento: notas rejeitadas, cadastros travados, vendas perdidas e multas.

Segundo especialistas, muitas empresas ainda não despertaram para a urgência desse duplo impacto. A percepção de que 2026 é apenas um “ano de testes” tem levado organizações a adiar adaptações que, na prática, já deveriam estar concluídas. O resultado é que empresas que deixaram para a última hora estão agora correndo contra o tempo para adequar ERPs, emissores de notas, cadastros de produtos e processos fiscais internos.

É exatamente nesse cenário de dupla pressão que a GB Gestão Soluções Tecnológicas se destaca. Desde os anos 1990, a empresa acompanha continuamente todas as mudanças fiscais, regulatórias e tecnológicas que impactam seus clientes, garantindo que seus sistemas integrados estejam sempre atualizados e em conformidade. O sistema da GB Gestão já está totalmente preparado para as duas exigências: aceita o novo formato de CNPJ alfanumérico e emite documentos fiscais com os campos de CBS e IBS corretamente preenchidos — sem risco de rejeição de notas, sem cadastros travados e sem interrupção na operação.

Enquanto o mercado corre para se adequar a dois prazos que batem na porta ao mesmo tempo, os clientes da GB Gestão operam com a tranquilidade de quem sabe que o sistema por trás do negócio já está pronto.