Alíquota do tributo que substitui PIS e Cofins ainda passa pelo Senado e, sem nova definição, vale a partir de 1º de janeiro
A Reforma Tributária ganhou um número que vai mexer com o caixa de todas as empresas do país. Nesta quarta-feira (28), o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou o cálculo da alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) para 2027: 11,3%. É o percentual do novo tributo federal que começa a substituir o PIS/Pasep e a Cofins a partir de janeiro. O número veio acima do esperado. Em 2024, o governo havia estimado 8,8%. Em julho deste ano, o Comitê Gestor do IBS projetou cerca de 9,2%, e consultorias do setor falavam em algo próximo de 9,4%. Segundo o próprio cálculo, a alta tem relação com os regimes diferenciados e as reduções de alíquota incluídos durante a tramitação da reforma. Como vários setores pagam menos, a alíquota padrão precisa subir para compensar.
A conta foi feita pelos técnicos do TCU com base em dados da Receita Federal. O objetivo é manter a arrecadação sobre o consumo durante a transição. Para isso, foram considerados o que hoje se arrecada com PIS/Pasep, Cofins e a parcela do IPI que deixará de ser cobrada, além da estimativa de R$ 41,9 bilhões do Imposto Seletivo previstos no Orçamento de 2027. O governo estima arrecadar R$ 636 bilhões com a CBS no ano que vem.
O percentual ainda pode mudar. A decisão do TCU segue agora para o Senado, que tem a palavra final e pode fixar outra alíquota por meio de resolução. Se o Senado não aprovar um novo percentual a tempo, os 11,3% calculados pelo TCU passam a valer automaticamente a partir de 1º de janeiro de 2027.
Enquanto a CBS começa a ser cobrada para valer, o IBS, o imposto de estados e municípios, segue com alíquota de 0,1% em 2027 e 2028. A partir de 2029, ele sobe de forma gradual até a cobrança integral em 2033, quando termina a transição e o novo modelo passa a funcionar por completo.
Para as empresas, a mudança vai muito além da alíquota. A CBS funciona no modelo de IVA não cumulativo, com cobrança no destino. Na prática, o imposto pago nas etapas anteriores da cadeia vira crédito, o que muda a forma de apurar, precificar e controlar os tributos. Quem não tiver cadastros corretos, notas bem emitidas e um controle preciso dos créditos corre o risco de pagar mais do que deve.
No agronegócio, o impacto é direto. Indústrias, cerealistas, fábricas de ração e revendas de insumos trabalham com margens apertadas, grande volume de notas e cadeias longas, em que cada crédito aproveitado ou perdido faz diferença no resultado. Com uma alíquota maior do que a prevista, errar na apuração ou na formação de preço passa a custar ainda mais caro.
Faltam pouco mais de dois meses para a virada. É nesse momento que a tecnologia de gestão deixa de ser suporte e passa a ser proteção para o negócio.
A GB Gestão atua há mais de 30 anos desenvolvendo soluções para a indústria e o comércio do agronegócio, e o ERP GERPA já está preparado para as exigências da Reforma Tributária. O sistema integra fiscal, estoque, financeiro e operação em um só lugar, controla os créditos da cadeia e recebe manutenção permanente, sendo atualizado a cada nova regra publicada.
Quando a alíquota for definida, os clientes da GB Gestão não vão precisar correr atrás: o sistema acompanha a mudança, e a empresa segue focada no que importa, que é produzir, vender e crescer.
A alíquota quem define é Brasília. Como a sua empresa vai lidar com ela, quem define é você.
Fontes: Agência Senado (28/10/2026) e Portal Contábeis (29/10/2026)