
Julho e agosto trazem duplo impacto fiscal para empresas — e quem não adequar o sistema agora pode travar a operação
O empresário brasileiro está diante de uma pressão sem precedentes sobre seus sistemas de gestão. Em menos de duas semanas, no dia 6 de julho, entra em produção o CNPJ alfanumérico — o novo formato de cadastro que mistura letras e números na identificação das empresas. Logo em seguida, no dia 1º de agosto, vencem os prazos de tolerância da Reforma Tributária, e as penalidades por não destacar corretamente os campos de IBS e CBS nos documentos fiscais eletrônicos passam a valer. Dois prazos críticos no mesmo intervalo de 30 dias — e ambos dependem diretamente da capacidade do ERP da empresa.
A primeira mudança é estrutural. A Receita Federal, por meio da Instrução Normativa RFB nº 2.229/2024, determinou que a partir de julho de 2026 todos os novos registros de CNPJ serão emitidos no formato alfanumérico, combinando letras maiúsculas de A a Z com algarismos de 0 a 9. O formato mantém as 14 posições, porém muda a composição interna e o algoritmo de validação do dígito verificador, que passará a utilizar conversão baseada na tabela ASCII. A medida foi motivada pelo esgotamento das combinações numéricas disponíveis — o Brasil já ultrapassa 60 milhões de estabelecimentos inscritos.
Na prática, o impacto recai diretamente sobre os sistemas. Todo ERP, emissor de nota fiscal, CRM, plataforma de vendas e banco de dados que hoje aceita apenas números no campo do CNPJ precisará ser atualizado para reconhecer o novo formato. Se o sistema rejeitar um CNPJ alfanumérico no momento de cadastrar um novo fornecedor, emitir uma nota fiscal ou registrar uma venda, a operação simplesmente trava. Para a indústria e o comércio do agronegócio, onde o volume de cadastros e transações é alto, o risco de interrupção é real e imediato.
A segunda mudança é fiscal — e vem com penalidade. Com a publicação do Decreto nº 12.955/2026 e da Resolução CGIBS nº 6/2026 em 30 de abril, o período de tolerância para o preenchimento dos campos de CBS e IBS nos documentos fiscais eletrônicos se encerra em 1º de agosto. A partir dessa data, toda NF-e, NFC-e, CT-e, NFS-e e demais documentos fiscais precisam conter obrigatoriamente as alíquotas de 0,9% de CBS e 0,1% de IBS. A ausência ou o preenchimento incorreto resultará em rejeição do XML pela Sefaz e multas por descumprimento de obrigação acessória.
O que torna o cenário ainda mais crítico é a coincidência dos prazos. O empresário terá que garantir, ao mesmo tempo, que seu sistema aceita o novo formato de CNPJ e que seus documentos fiscais estão emitindo corretamente os campos de IBS e CBS. São duas adaptações técnicas distintas, ambas obrigatórias e ambas com consequências graves em caso de descumprimento: notas rejeitadas, cadastros travados, vendas perdidas e multas.
Segundo especialistas, muitas empresas ainda não despertaram para a urgência desse duplo impacto. A percepção de que 2026 é apenas um “ano de testes” tem levado organizações a adiar adaptações que, na prática, já deveriam estar concluídas. O resultado é que empresas que deixaram para a última hora estão agora correndo contra o tempo para adequar ERPs, emissores de notas, cadastros de produtos e processos fiscais internos.
É exatamente nesse cenário de dupla pressão que a GB Gestão Soluções Tecnológicas se destaca. Desde os anos 1990, a empresa acompanha continuamente todas as mudanças fiscais, regulatórias e tecnológicas que impactam seus clientes, garantindo que seus sistemas integrados estejam sempre atualizados e em conformidade. O sistema da GB Gestão já está totalmente preparado para as duas exigências: aceita o novo formato de CNPJ alfanumérico e emite documentos fiscais com os campos de CBS e IBS corretamente preenchidos — sem risco de rejeição de notas, sem cadastros travados e sem interrupção na operação.
Enquanto o mercado corre para se adequar a dois prazos que batem na porta ao mesmo tempo, os clientes da GB Gestão operam com a tranquilidade de quem sabe que o sistema por trás do negócio já está pronto.


