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Plano Safra 2026/27 é lançado com valor recorde, mas inadimplência histórica expõe fragilidade na gestão do agronegócio

O governo federal lançou na última terça-feira (30) o Plano Safra 2026/27 com R$ 525,1 bilhões destinados à agricultura empresarial, um aumento de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior. Somados os recursos da agricultura familiar, o pacote total alcança R$ 610,3 bilhões. O valor é recorde em termos nominais, mas ficou significativamente abaixo dos R$ 652 bilhões solicitados pelos Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, e também aquém dos R$ 623 bilhões defendidos pela CNA.

Por trás do volume recorde, porém, há um cenário que preocupa o setor. Segundo dados do Banco Central, a inadimplência das operações de crédito rural para pessoas físicas saltou de 1,49% em maio de 2024 para 7,6% em maio de 2026. Nas operações com taxas de mercado, o índice chegou a 13,29%. No Banco do Brasil, maior financiador do agronegócio, a inadimplência acima de 90 dias avançou para 6,22%, e nas operações de custeio agropecuário já supera 10%.

Os números refletem uma crise de gestão financeira no campo. O agronegócio registrou 1.990 pedidos de recuperação judicial em 2025, o maior número da série histórica da Serasa Experian. E o próprio Banco do Brasil reduziu seu apetite: anunciou R$ 210 bilhões para a safra 2026/27, valor inferior aos R$ 230 bilhões divulgados no ciclo anterior. O crédito está mais escasso, mais caro e mais seletivo.

A nota técnica da FGV Agro, divulgada na véspera do anúncio, trouxe um alerta contundente: embora os recursos anunciados nos últimos três Planos Safra tenham crescido 24% em termos reais, o valor efetivamente contratado pelos produtores caiu 31,7% no mesmo período. Ou seja, o dinheiro existe no papel, mas não está chegando ao campo com a mesma força. Para os pesquisadores, essa redução compromete investimentos em máquinas, irrigação, armazenagem e tecnologia, criando um ciclo negativo: menos investimento reduz a produtividade, piora o fluxo de caixa e aumenta o risco de inadimplência.

Outro ponto de atenção é a mudança na distribuição dos recursos. O custeio e a comercialização, modalidades que financiam as despesas do dia a dia da produção, tiveram redução de 11,37%, caindo de R$ 414,7 bilhões para R$ 384,9 bilhões. Já os recursos para investimento subiram 38%, alcançando R$ 140,2 bilhões. Na prática, há menos dinheiro para o capital de giro e mais para modernização, o que exige do empresário uma gestão financeira ainda mais precisa para não comprometer a operação.

Para a indústria e o comércio do agronegócio, o recado deste Plano Safra é claro: volume de crédito sem controle financeiro gera endividamento, não crescimento. Com juros ainda elevados, margens apertadas e fiscalização cada vez mais digital, cada operação de crédito precisa ser planejada, monitorada e acompanhada em tempo real. Quem não tiver um sistema de gestão capaz de integrar o financeiro, o operacional e o fiscal em uma única visão estará voando às cegas em um dos momentos mais críticos do setor.

É exatamente essa visão integrada que a GB Gestão Soluções Tecnológicas entrega. Desde os anos 1990, a empresa desenvolve sistemas de gestão voltados para a indústria e o comércio do agronegócio, conectando controle financeiro, acompanhamento de contratos, gestão de custos e conformidade fiscal em uma única plataforma. O sistema da GB Gestão já está totalmente preparado para dar ao empresário do setor a visibilidade e o controle que ele precisa para aproveitar o crédito do Plano Safra com segurança, sem risco de perder o controle da operação.

Em uma safra onde a inadimplência bate recorde e o crédito fica mais seletivo, o sistema de gestão por trás do negócio não é mais um suporte, é o que separa quem cresce de quem fica para trás.